Bem - vindos queridos mequetrefes!!!


terça-feira, 21 de outubro de 2008


Jamais permiti que meu corpo ficasse gélido...ele apenas tomou forma de pó...Ficando pálido e inerte minha corrente sanguínea...Branco meus tecidos adiposo...Rir já não enxergo o ar da procriação!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Lamentação




Numa noite duvidosa
Num olhar triste
Uma voz piedosa
Foi o fim

Os gritos sufocantes
O desespero dominante
A mente já não responde
A vida que pede uma chance

Choro todo meu pranto
Sem entender o quanto
Não mais do existir

Por fim
Lamento profundamente
Essa vida que teve fim.

Silmara Silva

Indiferença


Meu coração
Jorra o sangue
Preso da indiferença

Meus olhos
Descem lágrimas
Do engano

Meus ouvidos
Escutam o inevitável

Minha boca
Engole palavra
Assassinas

Sofro
Como sofre
A ferida recente

Pois
Estou morta
Para o amor
Sepultada
Para paixão

Estou entregue
Somente
Ao amor
Dos vermes
Ao amor
Da solidão
Da ingratidão

Vivo
Agora
Num malogro
De uma esperança.

Silmara Silva

domingo, 28 de setembro de 2008

Paradoxo



Meio dia e meia da noite
O barulho da rua
Buracos escalvados
Circunda uma melodia solar

Corta-me!
Corta-me!
A lâmina do sol escuro esfaqueia
O vento que queima
A pele do asfalto

O dia corre suado
Atrás do espectro do eu sofrido
E,agora não mais que a tarde
Vou vestir o vulto da noite
E,na alcova
Descansar da fadiga da madrugada!

Silmara Silva

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Presença



Não pises aqui!
Tuas passadas incomodam - me!
Odeio teu corpo pousado no chão
Odeio as cores das roupas que tu vestes
Teu simples fechar e abrir de boca
Sufoca - me os nervos
O vento que tu deixas no ar
Envenena minha sede
Dentro do teu orgão azedo e nojento
Imagens da infância roubada
Fica longe efêmero!
Teu mundo de sinestesia
Incita meu suícidio
Não olha!
Não fala!
Não respira!
A primeira chance do eu;
Ou talvez será sim ao tempo que;
Mergulho - te no esgosto
Ou amo - te em fim.

Silmara Silva

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Soneto de Linda Menina




Belo verde que embeleza o crepúsculo
Numa tarde onde as flores dizem sim
Ao balançar das árvores da Frei Serafim
É Teresina que se mostra quente ao vento

Vejo-te aflorar a cada esquina Teresina
Onde teu suor quente me enlaça com fervor
E tua água mata nossa sede em favor
Do povo reunido em teu sorriso de menina

Da ponte metálica o Pai Parnaíba
Que deságua no seu ventre despido
E o Poti que sorrir e nos fascina

Mas - Teresina menina! – Contemplo teus sonhos
Que renasce no choro da criação divina
Não és só verde e sim o colorido das almas dos tristonhos.


Silmara Silva

domingo, 7 de setembro de 2008

Essa Vida Desconsertada



Vida minha desconsertada
Sentada numa praça qualquer
Ouvindo o barulho infernal dos carros
E procuro entender o por que
De tantas injustiças
E atrocidades

Vida minha desconsertada
As cobras da sociedade
É que ditam a verdade
E nunca admitem o erro
Da crueldade
Essa vida é mesmo
Engraçada

A hipocrisia é evidente
Pobres e ricos
Já não se entendem
O rico meu Deus
É pobre de alma
E o pobre coitado
Agoniza calado

Essa vida minha
De milhões de brasileiros desconsertados
Que sofri o peso
De viver em liberdade
Com tanta violência
Fome. Roubalheira e desigualdade

E até onde vai a falsidade dos poderosos engravatados?
Solução morreu de esperar
O inesperado
Ô Deus!
Ô Deus!
Só você sabe.

Silmara Silva