Bem - vindos queridos mequetrefes!!!


quarta-feira, 18 de março de 2009

Memórias Diárias

Folhas brancas colapsos nas minhas vistas sem nenhum contentamento[...]Em cima da pedra desafio o dia. Lutar...lutar e lutar! Minha arritmia sempre aliada aos descalços da peleja da vida, encontro com as passadas antigas que perseguem as criaturas assoberbadas, visto que eu estou a receber tudo com frieza sem muita reação adversas as minhas contradições postadas nas folhas brancas amarguradas. Sorrir dos desencontros desfalecidos encontrados entre as ruas: 20 e a rua: 25? Já não faz sentido para você? Reluto dizendo que para mim é sempre o começo de tudo que procuro na promiscuidade dos traços escondidos nas vielas viscinais. Ao homem sábio que morre sabendo de tudo, meus pesâmes embriagados de ironia! Do que vale o conhecimento entranhado nos órgãos que não podes passar para os que esperam doação? Eu nem quero que me entendas, quero que me ajude a compreender que nas folhas brancas irei de encontrar o duvidoso, o mentiroso, a certeza, o erro, as letras, você, o depois de amanhã que não estará vivo, até mesmo a morte! Talvez tudo na vida não passe de uma comida ensoça que muito mexida a ruína, há de ficar salgada ou no ponto de uma digestão social aparentável.

Silmara Silva

Memórias Diárias

Confesso que hoje nem minhas roupas estão suportando meu vazio que come meu eu a cada segundo, minha desorganização mental ainda me matará [...] quis eu matar a noite anterior com ideias esdrúxulas, não consegui , voltei pra casa mais cedo do que o esperado, dispensei alguns vultos, dispensei uma atracão carnal, acho que fiz bem, não seria uma parceira legal naquele sábado, estava tomada de sentimentos encontrados no surgir da noite... Detalhe!Um garoto de programa que me viu sozinha sentada no banco da João Luís, pediu licença e disse vou ser direto com você: O que fazes sozinha,? pensante? Uma beleza misteriosa carregada de uma fisionomia triste! Nada respondi, apenas disse bom trabalho querido, peguei uma moto taxí fui embora... Pensei... Meu Deus logo mais tarde terei as primeiras experimentações de um novo trabalho, droga e estou tão amarga, insegura... digo que quando estou assim são os espíritos dos vermes verdes encostados em mim... POR ALGUM MOTIVO ACORDEI VERME! Tentei ouvir uma música de Dolores Duran para acalmar-me! Foi o jeito recorrer aos bombons anti-depressivos para melhorar por algumas horas essas fadigas exaladas pelo meu suor... Agora vou continuar a ler : O QUIETO ANIMAL DA ESQUINA, pelo menos saio um pouco de mim quando estou lendo e passo a viver esse animal medíocre que habita em todos nós seres humanos!Boa tarde aos encarnados e desencarnados. Beberei agora um copo de água... Está tão difícil se livrar de mim!

Silmara Silva

segunda-feira, 16 de março de 2009

Rumo dos Dias


Já não escrevo faz uns dias, não sei se por falta de inspiração ou de indignação.Venho sorrateiramente observando os últimos acontecimentos que giram ao meu redor e ao redor do outros. Não me inspira nem um pouco saber que indiretamente o mal é protegido, os inocentes e os salvadores são ex-comungados segundo algumas leis, muitas vezes somos apreendidos com um turbilhão de informações que cegam o olho da visão, e que não cheiram muito bem, e não chegam em nossos ouvidos com suavidade e sim com agressão a mente. Invadindo em fim os dias nossos de cada momento. O respeito é algo primordial que no dias atuais não passa de comida de porcos, há o desrespeito dentro de casa, na esquina, no comércio, na igreja e em todos os ambientes oportunos as necessidades alheias! Solução caiu em um buraco sem fundo, no fundo no fundo da nossa consciência há o que chamamos de HUMANIDADE, que a cada dia é castigado ... E morre afogado no fundo da vida sem poder e nem ser ... Porque?


Silmara Silva

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Idéia de Morrer


Acordo lânguida ----sombras seminuas
Que pesam nas minhas pálpebras
Fitando o murmúrio amargo
De uma morte escaldante

Vejo meu corpo de ontem
Meu rosto de ontem
Meu sangue e nervos
De ontem...
Numa palidez fria

Oh!Ouço gritos, gemidos.
Pessoas choram sobre mim
Na ânsia de entender
Choro lágrimas enfezadas


Resta o vazio prematuro
Que expira na minh’alma doente
O devaneio melancólico
E a idéia exasperada
De morte...

Soam sonolentos enfermos
Em meus ouvidos
E, se eu deliro.
Num sôfrego constante
Revelam entre os céus
Entre as flores sujas
A minha idéia de morrer.




Silmara Silva

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Memórias Diárias

" As janelas do Getúlio Vargas dormem o sono dos enterrados, nada se escuta, nada se vê, não há gosto, não há contato, não há respiração, nossa que cansaço! É entrar e sumir pelas paredes úmidas, os corredores frios sofrendo o cheiro da dor alojada. Conforta-me receber ALTA! Porém quando não há, o caminho já se sabe ... sábado de muito sol, dou de cara com a esquina e fico a sentir o Getúlio Vargas ".

Silmara Silva

domingo, 23 de novembro de 2008

Memórias Diárias

Alguns minutos da manhã de sábado em meio a soluços e olhares intencionais, passei por uma regressão quase que irreversível, em que olhei para dentro de mim mesma e, vi uma criatura que tem muito para aprender, surpreender, errar e acertar no momento oportuno as possibilidades das situações propícias ao meu alcance da hora que penso está em mim. Voltei a uma idade fugida aos tempos atuais, merecera toda complexidade meu crescimento íntimo, buscava algo que não existia dentro dos padrões de minha ideologia, era tomada de ilusões errantes, alimentei mal o corpo e o espirito e agora nessa tentativa de entender o nada que se passou fico a procurar o ar, ar, ar sem ar. As minhas lágrimas descem sem nenhum afeto e vejo como fui idiota e ingênua dentro de um tempo cheio de questionamentos existenciais, problemáticos e encestuosos, nojento e fatal. Houve sequências dolorosas na transição de pensamentos entre a adolescência e a fase adulta, sendo que essa segunda ainda estou a conflituar, porém acho que nem exista, a primeira te remete há alterações psíquicas, físicas e sociais e a uma carga de interrogações muitas vezes reles. Foi tomada dessas alterações que busquei o óbvio e encontrei minha pré-destruição, passei um tempo não existindo, era apenas vultos que me levavam a uma exclusão de uma classe alienada, individualista, mesmo oculta e tomada de uma extensa ignorância não me deixei corromper diretamente, mais indiretamente sofri o peso de fazer parte da órgia social! Puta história! Como a pobreza espiritual solitária é podre quase um cadáver. Queria absorver com mais maestria os sussurros dos outros que gritam do outro lado da rua ou mesmo do lado esquerdo da minha casa ,mas não há tempo sou meu próprio peso em medidas incertas, juro que não quero que ninguém ouça meus desesperos, sou apenas o externo para aqueles que me vêem, dentro de casa a vida é outra, a jornada é feroz, a brincadeira é sem graça, os transtornos são inacreditáveis, converso se somente com os livros. Dançar conforme a música é hipocrisia; é regressão solúvel; queria ver suas reações diante do exílio orgânico em que vivo, não desejo isso! Descrever o penso que pensava em está pensando em pensamento quase infartou meu cerébro em uma manhã. Agora na atualidade, se é que existe, pois não difere quase nada de alguns minutos atrás, ou melhor alguns anos, meses, dias... Estou no trabalho, estou tentando trabalhar, não dizem por ai trabalho dignifica o homem? AMÉM! Que irônico, que surreal, que bebida ruim, sobrevivência? E ainda tem acomodados que se acostumam com a vida do sim;sim senhor; claro chefe; tem toda razão; sinceramente prefiro o café e o pão mantegado de todos os dias, pelo menos posso comer o pão sem manteiga e não ingerir gorduras que possa vir a me fazer mal. BASTA! PROLIFERA! PROGRIDE! NÃO PRECISA SE SALVAR! TENTA SÓ SE SOBRESSAIR DAS DIVERGÊNCIAS DAS HORAS AFLITAS! Que droga as 10:45 da manhã, o vibra do meu celular espanta-me os nervos, era meu amigo, irmão, paixão, estamos distantes um do outro a tempos, que dor, que vontade de morrer agora, fiquei sabendo alguns dias atrás que ele estava doente, liguei mais não tive retorno, quando ouvi sua voz de súbito, o calafrio me anestesiou e de ímpeto congelou minha alma, estou muito doente minha amiga! algo atingiu o cérebro do meu querido, a peste mundana chega sem avisar, HOSPITAL DE DOENÇAS INFECTO CONTAGIOSAS - HDIC, MEU DEUS! Vou ter que pausar por aqui esses escritos, sem condições para o momento, fui nocauteada pelas costas, ânsias a me sufocar! Vou apartir de agora morrer um pouco dentro de mim e enfrentar mais uma carrada de sõfregos [...]

Silmara Silva

domingo, 16 de novembro de 2008

A carta (Eu... Talvez...Fim).




Eu preciso despedir-me do vento do agora, das flores do amanhã que já não acorda. Eu tenho que agradecer o chão que eu caminhei nesses poucos anos de vida.Eu preciso sentir o abraço de meus amados amigos antes de desaparecer no infinito do último suspiro.Eu quero dizer a todos os meus versos escritos que no bosque da luz sentirei saudade das inspirações.Eu não posso esquecer dos meus personagens que mexeram como vulcão meu estômago cênico.Eu nunca esquecerei da mamãe...Meu anjo,minha vida,minha mestra,meu amor das noites mal dormidas que passava a me vigiar,meu tudo,minha amiga...TE AMO MAMÃE!Eu mesmo ou sempre distante a vida toda dele: Meu Pai!As raras vezes que ouvi sua voz senti o prazer de pronunciar com a alma: Como vai meu Pai?Eu agradeço de joelhos pensante todos os meus livros, meus companheiros, amantes, perfeitos. Eu declaro a meu único irmão toda minha admiração e amor,e sei do seu amor muitas vezes oculto que sempre teve por mim.Eu só pergunto para minha encarnação passada até com ironia,porém com respeito:Porque eu?Eu aqui entregue aos meus risos, as minhas loucuras frias, as palhaçadas ingênuas dos dias que eu já previa... Eu não poderia esquecer e desde o início eu lembrava compulsivamente da minha vovó,do café com leite que servia nas manhãs,então que já não mais que longe,vou sentir sua presença insubstituível,te abraçarei no bosque.Eu peço desculpas agora,mais já tenho dificuldades em segurar minha pena,com a qual escrevo meus escritos póstumos.Eu pergunto se você que me lê agora,não está sentindo a brasa que evapora dos meus ossos poéticos queimarem com leve ardor as pupilas de seus olhos?Eu peço perdão a Deus por todos os profanos pecados, os sentimentos ruins, a falta de fé... Obrigada pelos dons em mim impregnados de luz.Eu falo sussurrando em meus tímpanos que fui um terço de tudo na vida,e agora nesse momento as palavras saem com dor,calafrios,lágrimas que estalam de fraqueza.Meus ossos estão falando para eu parar,a mente deles não reagem e o estômago está quebrado,a rótula resfriou e a secreção do talvez ou quase do fim encosta com violência.Eu fui a mentira inventada,a doença alojada,um ser conturbado,o fantasma das criações,fui o amor de amores afetados,fui a criança adulta,fui talvez eu feliz?E exatamente agora não posso ser mais nenhum fragmento solto no ar (Eu... Talvez... Fim de mim).

Silmara Silva